Lançamento do livro “Como é bom poder tocar um instrumento”

O livro Como é bom poder tocar um instrumento: pioneiros na cena urbana brasileira, de autoria do professor Robervaldo Linhares Rosa, da Escola de Música e Artes Cênicas (Emac/UFG), será lançado no próximo dia 11/12, às 19h30, na Confraria Gambôa, localizada na Rua 137, n. 218, Setor Marista.

Editado pela Cânone Editorial, o livro aborda a presença na cultura brasileira de um personagem ainda pouco conhecido, o pianeiro, nome que se dava ao pianista popular que tocava em salas de cinema mudo, casas de chá etc. Importantes personalidades da música brasileira exerceram esse ofício, tais como: Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Sinhô, Ary Barroso, Radamés Gnatalli, Amélia Brandão e Tom Jobim.  Ao todo, são 31 pianeiros contemplados em seis capítulos.

Robervaldo Linhares Rosa

Professor Robervaldo Linhares Rosa

Premiação

O livro Como é bom poder tocar um instrumento é resultado da tese de doutorado em História pela Universidade de Brasília (UnB), em 2012. O livro foi reconhecido pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), órgão responsável, no âmbito do governo federal, pelo desenvolvimento de políticas públicas de fomento às artes visuais, à música, ao teatro, à dança e ao circo. O livro recebeu o Prêmio Funarte de Produção Crítica em Música, em 2013.

Como é bom poder tocar um instrumento

DESCRIÇÃO:
Tomando a cidade do Rio de Janeiro como pano de fundo, este livro configura as cenas das primeiras incursões “pianeiras” no Brasil, com destaque para artistas como Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth, além de Aurélio Cavalcanti, que brilha na belle époquecarioca. Abordando marchinhas e sambas amaxixados”, analisa a relevância do Carnaval para as práticas desses músicos, por meio da atuação de Sinhô, Augusto Vasseur, entre outros. Ampliando o recorte para São Paulo, comparecem Marcelo Tupinambá, Zequinha de Abreu, Giovanni d’Alice e Idálio de Mello.

Tratando da chegada das novas tecnologias e das reconfigurações observadas nas atividades musicais, abordam-se, inicialmente, as mudanças experimentadas pela profissão, com a análise do trabalho de Ary Barroso, Radamés Gnattali e Tia Amélia, e outros  bambas virtuoses do teclado, como Aloysio de Alencar Pinto, Carolina Cardoso de Menezes e Bené Nunes. Por fim, já na ambiência dos “inferninhos” de Copacabana, surgem os pianeiros anunciadores da bossa nova, Dick Farney, Johnny Alf e Tom Jobim.

Numa narrativa marcada por rara sensibilidade, o autor descortina biografias, encontros, desencontros, melodias, afetos, anseios, construídos e desconstruídos, sobretudo, nos anos finais dos oitocentos e princípios do século XX .

Especificações
Autor(a) Robervaldo Linhares Rosa
Número de Páginas 322

**Textos e imagens extraídos da página do Centro Integrado de Aprendizatem em Rede –UFG (https://www.ufg.br/e/15771-professor-da-emac-lanca-livro-como-e-bom-poder-tocar-um-instrumento) e Editora Cânone (http://www.canoneeditorial.com.br/loja/como-e-bom-poder-tocar-um-instrumento-pianeiros-na-cena-urbana-brasileira)

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